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sábado, 12 de março de 2011

Sobre Dear John

Já assistiram? Eu chorei horrores.
Não sei se chorei porque estou sensível, porque histórias de amor a distância me comovem ou porque o filme é bonito mesmo. De qualquer forma, me fez pensar.
Será que o amor é mesmo tão resistente a ponto de suportar a distância, a falta de notícias, abraços, beijos...?
Eu não sei até que ponto é uma situação suportável. Sei que dói e que a vontade de desistir bate na porta milhões de vezes.
Acho que não tenho muito o que escrever. O que passa pela cabeça são fragmentos de emoções confusas, de amor, ódio, desejo, carinho...
Ah, se ele soubesse como eu gostaria de ser a flor dele pra sempre. É uma pena que ele não queira me regar, nutrir... etc.





"A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar."

O Pequeno Príncipe.


terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre mulheres - e homens, talvez.

Eu pensei em fazer um texto comovente sobre a importância das mulheres no dia de hoje. Comecei a escrever, mas me dei conta de que ele não fazia sentido. Acho que nem sei o que é ser mulher e sei menos ainda sobre a possibilidade de ser uma um dia.
Quando eu tinha 8 anos ganhei meu primeiro sutiã. Naquele momento me senti uma grande mulher. Descobri que não era a mulher que pensava na minha primeira decepção amorosa, ainda com 8 anos, quando um garoto me trocou pela moça loira e popular. Um ano depois, com a fossa devidamente curtida, me dei conta de que era jovem demais e que queria ser criança. Fui um pouco mais criança, então. Aos 11, com os hormônios gritando, tive minha primeira menstruação. Não foi um fato marcante, apesar da felicidade da minha mãe, que não parava de afirmar que sua filha agora era uma mulher. Nessa época, eu me lembro bem, eu não era nada bonita ou charmosa, mas "pegava geral" porque era uma garota com tesão. Acho que garotas com tesão aos 11 eram coisa rara.
Dos 11 aos 14, segui crescendo sem perceber, me relacionando com a inocência maliciosa de toda boa pré adolescente, que crê que pode dominar o mundo com um par de pernas. Então... outra vez me dei conta de que não era mulher o bastante. E mais uma vez, foi um homem que me fez perceber isso. Se eu pudesse aconselhar uma garota de 14 anos, diria para NUNCA, em hipótese alguma, apaixonar-se por um homem mais velho. Isso faz qualquer garota ser pra sempre criança e no mundo real, isso não é uma coisa boa.
Hoje, aos 21, olhando pra trás, eu percebo que deveria existir um Dia Mundial do Homem. Eles é que são capazes de tudo, inclusive de fazer uma mulher sentir-se realmente mulher ou apenas uma garota tola.
Continuo me sentindo uma menina. Continuo esperando que um homem rei me diga que eu sou uma mulher para que eu incorpore uma e retome minha essência.
Por essa razão, desejo ao meu homem, que nunca foi meu, um feliz dia internacional do homem.


“Tudo que você realmente precisa é amor, e um pouco de chocolate”.
(Lucy van Pelt)

segunda-feira, 7 de março de 2011

sábado, 5 de março de 2011

Sobre feriados ? Carnaval? Cansaço????

Não tenho palavras pra expressar minha felicidade. Nunca foi tão sublime ver o desfile das escolas de samba!
Acho que se não tivesse essa folga da vida pra colocar a mente em ordem, acabaria abandonando algo.
Estou sem tempo pra respirar. Sinto falta da minha casa, da minha cachorrinha, do meu travesseiro e da segurança que esse mundinho particular me oferece.
Quanto mais eu vejo o mundo, mais tenho vontade de fugir dele. Ô vidinha sem propósito...
Nesse carnaval vou festejar sei lá o que. Vou ficar bonita, comer, dormir e não pensar em trabalho, amor e sucesso. Quero família, sossego e desfiles. Só. O resto vejo depois.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sobre dores e prazeres.

Eu não quero mais conter. Imagino que deve ser bom sentir tudo aquilo que desestabiliza o corpo e a alma sem prender o ar.
De qualquer forma, parece impossível pra mim libertar qualquer impulso natural, porque isso significa estar nas mãos daquilo que desejo. E desejos, vocês sabem, escravizam os humanos. Então, escolho ser escrava de mim mesma.
Hoje, só por hoje, queria ser escrava de você. Sem pensar que amanhã você pode estar enlouquecendo outro alguém.


Sobre reclamar e ser livre!

"Eu era mal humorada quando nasci, sou mal humorada hoje e serei mal humorada pelo resto da minha vida. Que alívio!"
Lucy Van Pelt

Reivindico pelo direito de reclamar! Cansei dos otimistas com a filosofia do positivismo. Qualquer ser humano com um neurônio na cabeça sabe que reclamações não resolvem problemas, mas aliviam muito os corações aflitos. Não é a toa que existem os psicólogos e os blogs.
Além disso, existem pessoas que são resmungonas mesmo. E daí?! Deveríamos ser livres para ser o que somos. O excesso de otimismo alheio é tão irritante quanto a minha "resmungice".

Sentiram a sutileza da coisa?!
Algumas pessoas gozam pra relaxar. Outras comem chocolate... eu faço as duas anteriores e resmungo!


Falando em resmungar, queria registrar :
 - Você, colega, que me passa pra trás todos os dias, abra seu olho! Eu percebo.

Para os resmungões do mundo, aquele abraço!